sexta-feira, 29 de maio de 2009

O VERDADEIRO FUNCIONARIO/SERVIDOR PUBLICO

O título expressa a finalidade do emprego público, e o cidadão que exerce um cargo público tem como principal objetivo servir ao público que lhe remunera mensalmente com um salário. É uma categoria profissional que na história do Brasil teve papel importante em épocas dos grandes presidentes populistas, ou mesmo na mudança para Brasília, era o servidor público o grande suporte do progresso, por estar perto dos governantes e terem acesso direto às informações do poder. Os tempos têm mudado a face da figura histórica e transformado os servidores em agentes políticos de má qualidade, uma vez que seus direitos fundamentais ficaram a mercê da boa ou da má vontade dos governantes politiqueiros, não importando o partido ou o pensamento. Os servidores que poderiam ser formadores de opinião se sujeitam a defender um ou outro homem que lhe ofereça um cargo melhor de confiança, ou um salário de favor. Os cargos públicos deveriam ser todos, com raras exceções preenchidos por pessoas cultas, concursadas e com tarefas bem definidas.
O servidor público esqueceu aquela premissa antiga do aprimoramento das formas de luta pelos seus direito de não ser transferido de local e de cargo por mera perseguição, de não ter que se submeter a ordens de pessoas estranhas e despreparadas, ou de receber salários dignos por mera questão de direito. Quando esses desmandos acontecem como aconteceu em uma empresa do canteiro de obras da Petrobras, param tudo e querem conversar em volta da mesa e o patrão tem que se render à força da organização. Lá mandaram 20 pra rua porque estavam reivindicando melhores condições de trabalho e o que aconteceu? Parou tudo. Porque um agente público pode fazer o que bem entende com os servidores e o grupo não reage da mesma forma. Falta organização à categoria porque cada um visa só o seu lado. Sabe qual a grande diferença entre um pensamento socialista e um pensamento capitalista, em matéria de gestão pública? O capitalista pensa em obras e o socialista pensa em gente, em pessoas, e em desenvolvimento sócio-econômico.
Valorizar pessoas é acima de tudo respeitar os direitos delas, e o servidor público precisa aprender de novo a valorizar o seu sindicato, a votar e orientar as pessoas do povo a eleger governantes comprometidos com as causas sociais, porque é uma classe capaz de modificar o mundo em que vive, porque tem o privilégio da informação fácil e da capacidade comprovada na aprovação de concursos sérios. O servidor público tem que deixar de ser massa de manobra política e participar da política de forma a contribuir com um mundo melhor e nunca com uma situação melhor apenas para a sua família. O servidor pode impedir essas nomeações indiscriminadas de estagiários, e de ocupações cargos que deveriam ser providos por concurso, e acabam preenchidos por amigos e cabos eleitorais quase sempre sem qualificação que vêm para dar ordens ao servidor que está lá há anos fazendo o seu trabalho sem nenhum reconhecimento.
A auto-estima do servidor tem que ser reconquistada para que erga a cabeça e faça o seu importante papel de formador de opinião e construtor de vida melhor para todos e se orgulhe de ser funcionário público. O servidor publico deve ser um executor de projetos, programas e tarefas de natureza técnica para que possa ser avaliado periodicamente como manda a constituição federal, e assim merecer justas gratificações e promoções para ocupação de cargos de chefia e diretorias, mas por justiça e direito.