sábado, 9 de janeiro de 2010

ELA QUERIA MUDAR

A história foi contada por uma educadora num jornal de São Paulo. E ela contou que uma guria de 12 anos chegou em casa e disse à mãe que não ia mais usar óculos — ela precisa de óculos. Pediu que a mãe lhe providenciasse lentes de contato. Disse mais, disse que precisava cortar o cabelo, e num bom cabeleireiro, queria ficar "ótima".

A guria não parava. Disse à mãe que precisava de novas pulseiras e trocar o modelo do relógio. Uma revolução. De onde saíra toda essa disposição de mudança? Das imposições do grupo de adolescentes a que a tal menina "pertencia", gentalha da mesma escola e de famílias vazias e posudas.

Não sei como terminou a história, mas o que desejo com ela é alertar os pais: vem aí o ano letivo, não há nada pior do que o grupo formado por amigos e filhos de outras famílias, tudo mal-educados, chatos, dengosos, crescidos na pervertida "pedagogia do amor". Mas é preciso cuidado, os nossos filhos são "os outros" dos outros pais. De repente, os nossos filhos é que são o cancro da vida alheia.

O grupo de colegas, da escola ou de fora dela, é formado, basicamente, por gente que não vale nada, que não devia ter nascido, mas que tem uma enorme força e "autoridade" sobre crianças e adolescentes que não foram educados na severidade.

Educar filhos só vale se for educação de severidades, limites, cobranças permanentes e trabalhos delegados. Se não cumpridos, lenha! Lenha é sinônimo de castigos, diminuição de "direitos" a certas diversões ou sova mesmo. Lenha pode ser sinônimo de uma boa sova.

Não é de ser tolerado que filhos dos outros desajustem a personalidade de crianças e adolescentes, mas é o que acontece. E não deve o pai e a mãe esquecer que o caráter dos "amiguinhos" dos filhos só aparece mesmo é na hora da briga, da desavença. Só aí.

— Ah, mas não posso criar os meus filhos "enjaulados", dentro de casa, sem ter amigos e blablablá...

Mas quem foi que disse isso? Educar com limites, com horários, com vigilâncias só produz o bem, depois podem os pais soltar, podem soltar que os filhos não mais cairão em tentações estúpidas e tampouco serão os pais acordados pelo telefonema do delegado...

Mais vale um "beicinho" dos filhos hoje do que lágrimas de remorso ou de irreparáveis no amanhã.

E se aquela guria quiser bancar a sua revolução de imagem pessoal para contentar o grupo, que vá trabalhar e pagar por suas denguices, chata, enjoada! Vai ler um livro, tola.

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

"CRIME DA MOTOSERRA"

http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2010/01/08/brasil-corre-o-risco-de-dispensar-judiciario-e-ministerio-publico-critica-procurador-de-justica/