Atividade 01 – Fundamentos das Finanças Públicas e Dívida Pública
Questão 1(valor 0,5 pontos):
Cite quais são os objetivos básicos pelos quais se é economicamente justificável a existência de dívida pública.
Resposta:
Os objetivos básicos são, o financiamento do déficit público, propiciar instrumento adequado à realização da política monetária ( no caso específico da divida externa), criar referencial de longo prazo para financiamento do setor privado, uma vez que as emissões públicas, dadas seu alto volume e menor risco de crédito, servem como referência para a precificação de dívida privada e propiciar a alocação de recursos entre geração, na medida que ( a depender do prazo dos instrumentos de financiamento) à geração futura caberá o pagamento das despesas realizadas no presente,com recursos oriundos do endividamento.
Questão 2(valor 0,5 pontos):
Recentemente o Brasil recebeu o investment grade, ou seja, o grau de investimento. Explique o que significa grau de investimento segundo definição do texto estudado nesse tópico.
Resposta:
Com esta classificação o Brasil entrou no grupo de nações consideradas de pouca possibilidade de inadimplência. Isso significa que o Brasil passa a ser visto como de baixo risco para aplicações financeiras no mercado, com grande abertura para muitos investidores estrangeiros.
Questão 3(valor 0, 5 pontos):
Descreva as circunstâncias que impedem que ocorra uma situação de “ótimo de Pareto”.
Resposta:
As circunstâncias são representadas por:
- a existência de bens públicos.
- A falha de competição que se reflete na existência de monopólios naturais.
- As externalidades.
- Os mercados incompletos.
- As falhas de informações.
- A ocorrências de desemprego e inflação existir.
Questão 4(valor 0, 5 pontos):
Quais são as características de um sistema tributário ideal?
Resposta:
Os pré-requisitos considerados para que possamos definir um sistema tributários “ideal” são:
1- A distribuição de ônus tributário deve ser equitativa ou seja cada um deve pagar uma contribuição considerada justa.
2- A cobrança de impostos deve ser conduzida no sentido de onerar mais aquelas pessoas com maior capacidade de pagamento.
3- O sistema tributário deve ser estruturado de forma a interferir o minimamente possível na alocação de recursos da economia, para que não cause ineficiência no funcionamento do sistema econômico.
4- A administração do sistema tributário deve ser eficiente a fim de garantir um fácil entendimento da parte de todos os agentes da economia e minimizar os custos de arrecadação.
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sábado, 4 de junho de 2011
Financas Publicas e Programação Orçamentaria
Atividade 02 – Sistema Tributário
Questão 1 (valor 0,5 pontos):
Cite cinco motivos para a realização de uma reforma tributária. Observem que não necessariamente eles estão presentes concomitantemente.
Resposta: Os motivos usuais para a realização de reforma tributária são:
Motivo 1) Aprimoramento dos tributos no que diz respeito a seus efeitos sobre o sistema produtivo. É desejável que os tributos sejam neutros, isto é, que não afetem o comportamento dos agentes econômicos. Contudo, na prática, não há tributos neutros. Assim, uma reforma pode ser realizada com o objetivo de minimizar os malefícios por eles causados à eficiência da economia e à competitividade do setor produtivo.
Motivo 2) Garantir eqüidade. Uma reforma pode ser realizada para assegurar que a tributação não seja regressiva, isto é, que não penalize os mais pobres em relação aos mais ricos. A partir daí, políticas governamentais podem cumprir o papel redistributivo que cabe ao governo.
Motivo 3) Produtividade da tributação. Uma reforma pode ser realizada para extrair da sociedade o total de recursos necessários para que o governo seja apropriadamente financiado, sem que sejam alíquotas excessivamente elevadas, que estimulem a sonegação. Para tanto, devem ser ampliadas as bases tributárias e implantados tributos mais facilmente arrecadáveis.
Motivo 4) Simplificar a tributação é a quarta motivação usual de reformas. A busca de simplicidade na tributação é essencial, pois a complexidade eleva custos tanto para administrar os tributos quanto para cumprir as obrigações tributárias.
Motivo 5) Outra motivação para a reforma é promover mudança na distribuição dos recursos públicos entre os entes federados. Assim, uma razão para realizar uma reforma seria redistribuir o “bolo” entre o governo central e os governos dos estados e municípios. Esta é uma questão sempre difícil nas discussões de reforma tributária, em virtude dos evidentes conflitos de interesse presentes.
Questão 2(valor 1,0 pontos):
Comente pelo menos cinco das sete deficiências apresentada por Varsano do sistema tributário brasileiro.
Resposta:
As principais deficiências do sistema tributário, que precisam ser eliminadas ou, pelo menos, atenuadas são:
1) Cumulatividade: O peso do tributo cumulativo é determinado pela relação entre insumos e valor agregado em cada estágio da produção, o exemplo mais emblemático dessa característica é conferido pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), regulamentado pela Constituição de 1988 com o objetivo de tributar tudo o que é produzido e comercializado em território nacional, e também as exportações e importações. O tributo, cujas diferentes alíquotas são fixadas pelos estados, é o mais disseminado e polêmico da estrutura tributária do país. Como está presente em todos os elos de uma cadeia produtiva, seu recolhimento ocorre diversas vezes e leva à cobrança de imposto sobre imposto (em cascata). A cumulatividade onera as exportações e os bens de capital; torna a carga sobre produtos nacionais maior que a incidente sobre similares importados; altera preços relativos, distorce as decisões quanto ao método de produção (por exemplo, desestimulando a terceirização); cria ineficiência no sistema produtivo; e dificulta a harmonização dos tributos brasileiros com os de nossos parceiros comerciais.
2) Evasão: Entre os métodos usados para evadir tributos estão a omissão de informações, as falsas declarações e a produção de documentos que contenham informações falsas ou distorcidas, como a contratação de notas fiscais, faturas, duplicatas etc. A evasão é inimiga da eqüidade fiscal, obrigando os que pagam regularmente seus impostos a pagarem mais que sua justa parcela para compensar a receita perdida. Além disso, resulta em competição desigual entre os que pagam corretamente os impostos e aqueles que os sonegam.
3) Sistemática de tributação do comércio interestadual pelo ICMS: Esta sistemática adotada provoca perdas de arrecadação, distorções econômicas e competição desigual entre os estabelecimentos de um estado e seus competidores de outros estados, causa uma série de problemas, entre os quais: estímulo para que não-contribuintes adquiram bens em estado cuja alíquota seja mais baixa; estímulo para que, sob circunstâncias bastante comuns, os contribuintes adquiram bens fora do estado, independentemente de diferenças entre as alíquotas internas dos estados; estímulo à evasão; estímulo a guerras fiscais; e redistribuição não intencional e indesejável de receita entre estados.
4) Guerra fiscal: A guerra fiscal do ICMS é motivada pela aspiração dos governos estaduais em expandir a produção, o emprego e a renda em suas respectivas jurisdições. Alguns estados podem conceder incentivos fiscais, para atrair empreendimentos para seus territórios. Contudo, como todos os estados dispõem de tributos semelhantes, todos podem oferecer incentivos similares. Assim, se um estado não conceder os incentivos, estará condenado a não hospedar novos empreendimentos. Logo, a concessão de incentivos se generaliza e se aprofunda, transformando-se na guerra fiscal. A generalização dos benefícios fiscais faz com que eles percam a eficácia. A guerra fiscal promove conflitos na federação e o aumento da concentração industrial nos estados mais ricos.
5) Complexidade: A tributação brasileira tornou-se mais complexa ao longo do tempo. Evidentemente, este fato reflete o aumento da complexidade da economia brasileira. Contudo, a complexidade da tributação cria custos para a administração tributária e para o contribuinte. Por ser desnecessária, é desejável que eliminada. O exemplo mais marcante de complexidade desnecessária é a existência de 28 diferentes conjuntos de normas legais e administrativas regendo impostos sobre o valor adicionado (o IPI, federal, e os ICMS de 26 estados e do Distrito Federal).
sexta-feira, 3 de junho de 2011
PIB cresce e deixa pessoal da “roda presa” na saudade
Os dados divulgados agora de manhã pelo IBGE são uma decepção para a turma do Brasil da “Roda Presa”
O Brasil cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2011, em relação ao último trimestre de 2010, ligeiramente acima do que era esperado pelos analistas de economia. E subiu 4,2% em relação ao primeiro trimestre daquele ano. A taxa de crescimento nos últimos 12 meses foi de 6,2 %.
O crescimento, desta vez, ocorre com mais força no investimento – que avançou 1,2%, quando no trimestre anterior havia crescido 0,4% – do que no consumo, que cresceu 0,6%, contra uma alta anterior de 2,3%. Já os gastos do Governo aumentaram em proporção bem inferior à expansão do PIB: 0,8%.
Ou seja, não foram estes gastos que puxaram a expansão da economia.
A massa salarial real, nos últimos 12 meses, cresceu 5,9%, em valores reais.
O pessoal da “Roda Presa” vai ter de esperar até agosto, quando saem os resultados do 2º trimestre para comemorar a redução do crescimento – ou talvez até uma ligeira retração – na comparação com o trimestre anterior. É o resultado esperado das medidas tomadas para segurar o corcoveio inflacionário com que o “mercado” testou o Governo Dilma na área econômica. Mas não no acumulado do ano, porque não há qualquer sinal de que não vão se confirmar as taxas de crescimento anuais entre 4 e 5%.
Coloco aí ao lado um quadro elaborado pelo IBGE com os números já divulgados sobre a expansão econômica no mundo, considerando os dados do primeiro trimestre de 2011. Só a Alemanha, que está “bombando” em meio à uma cambaleante Europa supera a taxa brasileira. Mas, repare, no gráfico não está ainda o crescimento da China, que foi de 2,3 no trimestre. Não tenho os números da Índia, com quem dividimos o núcleo dos “Brics”, mas não devem ter sido superiores aos brasileiros, já que houve uma ligeira desaceleração da economia daquele país, basicamente causada pela decisão de proteger seu setor mineral da exportação predatória.
Tomadas as rédeas de uma inflação forçada pelo crédito – mas também pelas pressões políticas – o Brasil tem tudo para ter um segundo semestre de crescimento significativo.
E que não é exagerado, se a gente pensar que o Brasil cresce mais porque, na verdade, está “tirando o atraso” de duas décadas em que aquele pessoal, o da “Roda Presa” estagnou a economia brasileira e nos fez patinar no desenvolvimento.
Fonte: Blog TIJOLAÇO
CARGA TRIBUTARIA, PARA ONDE VAI O DINHEIRO
Estava eu numa sala de espera, impressionado com a separação da Danielle Winits, e a visita de Paulo Coelho à abadia de São José da Áustria. Quando ouvi um simpático cavalheiro na cadeira em frente a reclamar da carga tributária no Brasil. Disse que era advogado tributarista e não defendia traficante, político, nem pedófilo. Mas, a quem frauda o Imposto de Renda ele dava desconto. É duro carregar essa carga tributária nas costas, ele argumentou. O Conversa Afiada divide a Humanidade – cada louco com sua mania – entre os que querem pagar menos Imposto, e os que querem usar o Imposto para combater a pobreza e a desigualdade. O Conversa joga no segundo time. Por acaso, antes de saber por que se desmanchara o casamento da Danielle, eu tinha acabado de ler os jornais do PiG (*) do dia.
E resolvi enfrentar a parada.
Sabe para onde vai o Imposto, caro amigo ?
Para as UPPS do Rio. E mostrei a pág. 12 da edição do Globo de hoje.
“A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da vez no Centro (ganha um doce quem entender o título, mas vamos lá – PHA). Estado contraria expectativa (de quem ? – PHA) e em vez de favelas na Tijuca, ocupa Providência para implantar (sic) projeto.”
A força policial subiu o morro, não deu um tiro e ocupou a favela. Ela é estratégica: fica perto da estação Central do Brasil, de um terminal rodoviário, de uma estação do metrô, e em cima do cais do porto, que o Rio, como Buenos Aires, renovará. E liga a Zona Norte ao Centro. Já são nove comunidades faveladas que se beneficiaram do programa das UPPS, que o governador Sergio Cabral trouxe de Medellín, na Colômbia, e financia com dinheiro do Governo Federal, em boa parte. (O Governo de São Paulo não fez isso, porque, quem mora nas favelas de São Paulo, são nordestinos que não votam em São Paulo.)
Adiante, no mesmo Globo, lê-se que o Rio vai transformar em moradias decentes, para os pobres, galpões abandonados e ocupados de uma fábrica – CCPL, com ajuda financeira do Governo Federal.
E, num Congresso de Urbanismo no Rio, o presidente Lula disse: “visitem as favelas do Rio !”
A conversa estava animada e eu ainda sem entender por que a súbita separação da Danielle.
Mas, emendei: Jornal Valor, pág. A15, artigo do respeitado Marcelo Neri, economista chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV-Rio. “Ano I depois da crise (aquela da urubóloga Miriam Leitão – PHA): desigualdade (de renda) ainda em queda. Aí, expliquei ao meu amigo tributarista: o dinheiro do Imposto vai para os programas de intervenção social que reduzem a desigualdade de renda. E fui tratar da separação da Danielle.
Paulo Henrique Amorim
DISCIPLINA:ESTRUTURA JURÍDICA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL
DISCIPLINA:ESTRUTURA JURÍDICA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL
ATIVIDADE 1
responda aos seguintes questionamentos:
O que caracteriza o Município Brasileiro como ente federado?
R: A importância da sua autonomia política, financeira e administrativa estabelecida pelo reconhecimento da Constituição Federal de 1988 se tornando parte integrante da Federação. E por natureza de pessoa jurídica de direito público, possui auto administração, definido pela Constituição, quais os tributos podem ser recolhidos pelo municípios e qual é a sua participação pelos Governos Federal e estadual.
Ele Possui as mesmas característica dos demais entes?
R: Não porque cada município dispõe apenas do poder executivo exercido pelo prefeito e legislativo na câmara municipal, cada município tem sua própria Lei orgânica, que define sua organização política, limitada pela Constituição Federal. Alem do que os Municípios, Estado e União cada um possuem característica diferentes no que se refere principalmente as atribuições, apenas o seu território é responsabilidade sua,e
portanto pode elaborar suas constituições municipais, chamadas de Lei Orgânicas.
É possível fazer alguma crítica em relação à classificação do Município como ente federado, diante de possíveis diferenças com os demais entes da federação? Em caso positivo, comente.
R: Como ente federado nunca houve um processo histórico de união como a que houve nos EUA, tivemos sim um processo de Descentralização de poder de Estado unitário para Federal, sendo de importância que se busque um desenvolvimento territorial equilibrado, assim poderá reduzir as desigualdades sociais e regionais.
ATIVIDADE 1
responda aos seguintes questionamentos:
O que caracteriza o Município Brasileiro como ente federado?
R: A importância da sua autonomia política, financeira e administrativa estabelecida pelo reconhecimento da Constituição Federal de 1988 se tornando parte integrante da Federação. E por natureza de pessoa jurídica de direito público, possui auto administração, definido pela Constituição, quais os tributos podem ser recolhidos pelo municípios e qual é a sua participação pelos Governos Federal e estadual.
Ele Possui as mesmas característica dos demais entes?
R: Não porque cada município dispõe apenas do poder executivo exercido pelo prefeito e legislativo na câmara municipal, cada município tem sua própria Lei orgânica, que define sua organização política, limitada pela Constituição Federal. Alem do que os Municípios, Estado e União cada um possuem característica diferentes no que se refere principalmente as atribuições, apenas o seu território é responsabilidade sua,e
portanto pode elaborar suas constituições municipais, chamadas de Lei Orgânicas.
É possível fazer alguma crítica em relação à classificação do Município como ente federado, diante de possíveis diferenças com os demais entes da federação? Em caso positivo, comente.
R: Como ente federado nunca houve um processo histórico de união como a que houve nos EUA, tivemos sim um processo de Descentralização de poder de Estado unitário para Federal, sendo de importância que se busque um desenvolvimento territorial equilibrado, assim poderá reduzir as desigualdades sociais e regionais.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
DISCIPLINA PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
ATIVIDADE 1 -
Ouça os capítulos 1,2 e 3 do audio livro: A Arte da Guerra - Autor: Sun Tzu. Caso tenha o livro - Leia os capítulos - Realize uma síntese.
Ouça os capítulos 1,2 e 3 do audio livro: A Arte da Guerra - Autor: Sun Tzu. Caso tenha o livro - Leia os capítulos - Realize uma síntese.
SINTESE
A guerra é um dos assuntos mais importantes do Estado. É o caminho da sobrevivência ou da desgraça de um Estado. Para prever-se o resultado de uma guerra, devemos analisar e comparar as nossas próprias condições e as de nosso inimigo, baseados em cinco fatores. Os cinco fatores são os seguintes: caminho, clima, terreno, comando e doutrina. O caminho é o que faz com que as idéias do povo estejam de acordo com a de seus governantes. O clima significa dia e noite, frio e calor e a sucessão das estações. O comando refere-se às virtudes do comandante: inteligência, probidade, benevolência, coragem e severidade. O terreno indica as condições da natureza, e se as condições são favoráveis ou desfavoráveis à chance de sobrevivência. A doutrina diz respeito à organização eficiente. Quem compreende estes cinco fatores, pode alcançar a vitória. Quem não os compreende será derrotado. Em operações militares, procure uma vitória rápida. Uma batalha longa entorpece o exército, umedece o espírito e o entusiasmo dos soldados, e depois, quando você tiver com suas forças desgastadas, com suas provisões insuficientes, com suas tropas desmoralizadas e com seus recursos exauridos, os governantes vizinhos tirarão proveito desta situação e obterão vantagens para atacá-lo. E você, neste caso, mesmo contando com os mais ilustres e sábios conselheiros não conseguirá garantir um bom resultado na batalha. Embora já tenhamos ouvido falar de campanhas precipitadas e imprudentes, nós nunca tivemos um exemplo de benefício no prolongamento das hostilidades, tampouco, ouvimos que uma guerra demorada pudesse beneficiar um país. É óbvio que aquele que não compreende os perigos inerentes das operações militares não está profundamente consciente da maneira de como tirar proveito disto. Um comandante que domina a arte da guerra não convoca suas forças mais de uma vez, nem solicita provisões repetidamente. Ele conduz o material e as provisões necessárias e faz uso das provisões do inimigo. Assim, ele terá o necessário para alimentar o seu exército. Geralmente, o Estado fica empobrecido quando envia suas tropas para empreender uma guerra em local distante. Manter um exército a uma longa distância empobrece o povo.Toda a força do estado será consumida no campo de batalha. Conseqüentemente, um chefe sábio deve se esforçar para obter as provisões no solo inimigo. Administração dos despojos e bens capturados, se você quer obter a riqueza do inimigo, você tem que saber administrar a distribuição dos despojos. Se seu exército captura dez carruagens em uma batalha, você tem que recompensar o primeiro que levou-lhe a carruagem do inimigo. Máximo da excelência -Dominar um batalhão, uma companhia ou uma esquadra de cinco homens é melhor do que destruí-los. A melhor política para as operações militares é obter a vitória, atacando a estratégia do inimigo. Um chefe que está bem instruído em operações militares faz com que o inimigo se renda sem lutar, captura as cidades do inimigo sem atacá-las violentamente, e destrói o Estado do inimigo sem operações militares demoradas. O prêmio maior de uma vitória é triunfar por meio de estratagemas, sem usar as tropas. O comandante é o equilíbrio da carruagem do Estado. Se este equilíbrio estiver bem colocado, a carruagem, isto é, a nação será poderosa; se o equilíbrio estiver defeituoso, a nação, certamente, será fraca. O governante poderá trazer infortúnio para seu próprio exército de três modos: primeiramente, se ele ordena um avanço e o seu exército não pode ir adiante, ou emite ordens de uma retirada, desconhecendo que o seu exército não pode se retirar; em seguida, se ele interfere com a administração do exército, sem entender os negócios internos, pois isto, confundirá os oficiais e soldados; em terceiro lugar, quando ele interfere com a direção do exército sem saber os princípios dos estratagemas militares, gerando dúvidas e desentendimentos entre oficiais e soldados. Existem cinco fatores que permitem que se preveja qual dos oponentes sairá vencedor: aquele que sabe quando deve ou quando não deve lutar; aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo; aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas; aquele que está bem preparado e enfrenta um inimigo desprevenido; aquele que é um general sábio e capaz, cujo soberano não interfere.
MICROECONOMIA -
Minhas atividades desenvolvidas ao longo do curso de Administração Pública da UFOP.
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DISCIPLINA: MICROECONOMIA
PROFESSOR: WILSON JOSÉ
ATIVIDADE AVALIATIVA 1
Questões:
(1) Cite e defina os quatro princípios que envolvem o processo de tomada de decisão.
R:
Principio1: As pessoas enfrentam uma situação em que há conflito de escolha, que se caracteriza em uma ação econômica que visa à resolução de problema mas acarreta outro, as pessoas precisam fazer escolhas, e essas escolhas não são de graça. A escassez dos recursos é um aspecto muito importante, visto que nunca temos tudo o que desejamos, por exemplo, cada vez mais sentimos falta de um dos bens mais preciosos, o tempo. Se o tempo não fosse tão escasso poderíamos fazer muitas das coisas que temos que deixar para trás quando optamos por outra.
Principio 2: O Custo de alguma coisa é aquilo de que se desiste para a obter o custo real de alguma coisa é o que o indivíduo deve despender para adquiri-lo, ou seja, o custo de um produto ou serviço refere-se àquilo que tivemos que desistir para conseguir compensar com outra coisa. Sempre que uma pessoa tem que tomar alguma decisão direta ou indiretamente vai comparar custos e benefícios. Nem sempre a relação custo - beneficio se traduz em moeda, mas também em enriquecimento intelectual ou lazer.
Por exemplo, quando saímos de casa para trabalhar podemos ir de carro ou de carro. Se optarmos por ir de carro, certamente que os custos de combustível, desgaste e a chatice de condução, se for o caso, são superiores ao bilhete de carro.
Principio 3: As pessoas racionais pensam na margem, Por exemplo, supondo que um grupo de quatro amigos foram jantar, e decidem ir de táxi para casa. O taxista cobra R$ 10,00 a cada um pela viagem. Acontece que apenas 3 têm os R$ 10,00 o outro apenas tem apenas R$ 5,00. Será que o taxista deve-o levar a casa por apenas R$ 5,00 ou não? À primeira vista diríamos que não. No entanto se pensarmos melhor, o taxista vai ter que fazer a viagem para levar os outros e ainda tem um lugar vago no carro, logo é lhe vantajoso levar o rapaz por R$ 5,00. Pessoas são consideradas racionais e, por isso, elas pensam nos pequenos ajustes incrementais de todas as suas decisões, nos ganhos adquiridos em função das suas escolhas. Isto significa que as pessoas e empresas podem melhorar seu processo de decisão pensando na margem. Portanto, um tomador de decisão considerado racional deve executar uma ação se, e somente se, o resultado dos benefícios marginais forem superiores aos seus custos marginais.
Principio 4: As pessoas reagem a incentivos. Quando se diz que as pessoas reagem a incentivos, entende-se por mudança de opinião sempre que os custos ou benefícios variam. Por exemplo, num ano em que a cultura da batata seja fraca, faz com que o preço aumente, provavelmente nessa altura as pessoas optam por consumir mais arroz ou massa. Outra situação atual, é o fato de o preço do tabaco ter aumentado significativamente, o que leva as pessoas pouco a pouco ou deixarem de fumar ou reduzirem a quantidade. Como elas tomam suas decisões levando em conta os benefícios e seus custos, qualquer alteração nessas variáveis pode alterar o comportamento da sua decisão. Assim, qualquer incentivo que ocorra pode alterar a conduta do tomador de decisões. Nota-se que os formuladores de políticas públicas fazem bastante uso deste princípio.
2) O que é um “bem”? Como podem ser classificados os bens?
Bem é tudo aquilo que permite satisfazer uma ou várias necessidades humanas.
Os Bens são classificados quanto à sua raridade: Bens Livres e Bens Econômicos.
Bens Livres: São aqueles que existem em quantidade ilimitada e podem ser obtidos com pouco ou nenhum esforço humano, ou seja, sua utilização não implica relações de ordem econômica. Bens Livres não possuem preço, isto é, tem preço zero, como o mar, a luz solar, o ar. O ar é um bem livre, pois a terra oferece ar para todas as pessoas em quantidades maiores do que as desejadas por todos os indivíduos.
Bens Econômicos: São relativamente escassos e supõe a ocorrência de esforço humano na sua obtenção, por esse motivo, possuem preço, ou seja, preço maior que zero. Escassez de recursos disponíveis acaba gerando a escassez de bens econômicos.
3) Quais são os bens econômicos?
Tipicamente, um bem econômico é algo tangível, em contraste com os serviços, que são intangíveis. Como tal, pode ser comprado e vendido. Por exemplo, um carro, um computador, uma maçã são bens tangíveis, enquanto que um corte de cabelo é um serviço intangível.
4) Como se classificam os bens materiais?
Bens Materiais são de natureza material, tangíveis, e podemos atribuir características como peso, altura etc. Por exemplo: alimentos, roupas, livros, eletrodomésticos, classificam-se quanto ao seu destino em Bens de Consumo e Bens de Capital.
5) Como são classificados os bens de consumo e de capital?
Bens de Consumo: são aqueles diretamente utilizados para a satisfação das necessidades humanas. Podem ser duráveis, usados por muito tempo, como os móveis, os eletrodomésticos, ou não duráveis, desaparecem uma vez utilizados, como alimentos, cigarro.
Bens de Capital ou Bens de Produção: são aqueles que permitem produzir outros bens. Como as máquinas, computadores, equipamentos, instalações, edifícios Tanto os bens de consumo quanto os bens de capital são classificados como: Bens finais: são bens acabados, pois já passaram por todas as etapas de transformação possíveis. Bens intermediários: consistem nos bens que ainda estão inacabados, que precisam ser transformados para atingir a sua finalidade principal. Por exemplo: aço, vidro e borracha usados na produção de carros.
6) Conceitue Bens Públicos e Bens Privados.
Bens públicos: são bens não exclusivos e não disputáveis. Referem-se ao conjunto de bens fornecidos pelo setor público, tais como: transporte, segurança e justiça.
Bens privados: são bens exclusivos e disputáveis. São produzidos e possuídos privadamente, como, por exemplo: televisão, carro, computador etc.
7) Cite e conceitue os Agentes econômicos.
Os agentes econômicos são pessoas de natureza física ou jurídica que, através de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema econômico, tanto capitalista quanto
Socialista. Podem ser: Empresas: agentes encarregados de produzir e comercializar bens e serviços, ligados por sistemas de informação e influenciados por um ambiente externo. A produção se dá pela combinação dos fatores produtivos adquiridos junto às famílias. As decisões da empresa são todas guiadas para o objetivo de conseguir o máximo de lucro e mais investimentos; Família: inclui todos os indivíduos e unidades familiares da economia e que, no papel de consumidores, adquirem os mais diversos tipos de bens e serviços, objetivando o atendimento de suas necessidades. Por outro lado, são as famílias os proprietários dos recursos produtivos e que fornecem às empresas os diversos fatores de produção, tais como: trabalho, terra, capital e capacidade empresarial. Recebem em troca, como pagamento, salários, aluguéis, juros e lucros, e é com essa renda que compram os bens e serviços produzidos pelas empresas. O que sempre as famílias buscam é a maximização da satisfação de suas necessidades; Governo: inclui todas as organizações que, direta ou indiretamente, estão sob o controle do Estado, nas suas esferas federais, estaduais ou municipais. Vez por outra, o governo atua no sistema econômico, produzindo bens e serviços, através, por exemplo, da Petrobrás, das Empresas de Correios etc. Portanto, tanto as empresas quanto as famílias e os governos se interagem o tempo todo, dando o toque econômico de onde resultam as mais diversas explicações.
8) Quais as principais contribuições para o pensamento econômico, da:
- Escola Clássica; A primeira corrente moderna de pensamento econômico é chamada escola clássica. Seus mais famosos representantes foram: Adam Smith, Jean-Baptiste Sav, David Ricardo, Thomas Malthus e John S. Mill. Esta escola tem seu nascimento com a publicação “The Wealth of Nations” em 1776 por A. Smith e é considerada ativa até os meados do século XIX. Em períodos anteriores, a atividade econômica era considerada como parte integrante da Filosofia Social, da Moral e da Ética. Os conceitos de troca (Aristóteles), preço justo (São Tomás de Aquino) e a condenação da usura, decorriam da moral católica.
-A escola clássica crê que, sozinha, a livre concorrência seria capaz de regular a economia. Os clássicos propõem que embora os agentes econômicos individuais busquem apenas o seu próprio interesse, o mercado em que vigore a livre concorrência garante (por um mecanismo misterioso que Smith denominou de "a mão invisível") a alocação mais eficiente dos recursos e da produção. Assim, os “clássicos” entendem que ao governo (além do básico, que é garantir a lei e a ordem) cabe apenas o papel de garantir a livre concorrência, de modo que a oferta de cada bem acabe sempre por igualar a procura. Segundo esta teoria, os elementos que determinam esse equilíbrio entre oferta e procura são os preços (o preço do trabalho, nesse caso, seria o salário). De modo resumido suas principais contribuições podem ser: Liberdade individual ampla, Direito inalienável à propriedade, Livre iniciativa e concorrência e afastamento do estado da economia.
A base do pensamento da Escola Clássica é o liberalismo econômico defendido pelos fisiocratas, cujo principal membro foi Adam Smith, o qual não acreditava na forma mercantilista de desenvolvimento econômico, mas sim na concorrência que impulsiona o mercado e consequentemente faz girar a economia. A teoria clássica surgiu do estudo de como conseguir manter a ordem econômica, através do liberalismo e da interpretação das inovações tecnológicas provenientes da Revolução Industrial. trabalho em várias linhas de emprego. De acordo com o pensamento de Adam Smith, a economia não se deveria limitar aos metais preciosos e ao enriquecimento da nação, pois, segundo o mercantilismo, desta nação fazia parte apenas a nobreza, sendo que, a restante população estaria excluída dos benefícios provenientes das atividades economicas. A preocupação fundamental era a de elevar o nível de vida de todo o povo.
- Escola Marxista; Adam Smith e Karl Marx ocupam posições opostas no espectro de idéias político-econômicas. Enquanto Smith advogava a liberdade para o mercado, Marx foi o introdutor do socialismo. Para Karl Marx, a sociedade capitalista funciona de modo que o rico proprietário é beneficiado enquanto o pobre trabalhador é prejudicado. Em outras palavras, ele acreditava que o capitalismo tinha a característica intrínseca de favorecer os ricos e explorar os pobres. A grande obra de Marx é O Capital, cujo primeiro volume foi publicado em 1867. Lá ele trata de fazer uma extensa análise da sociedade capitalista. É predominantemente um livro de Economia Política, mas não só. Nesta obra, Marx investiga além da economia, a sociedade, a cultura, a política e a filosofia. Marx resumiu seu conceito no primeiro parágrafo do “Manifesto Comunista” de 1948: “A história de todas as sociedades existentes é a história da luta de classes”. Marx argumentou que o capitalismo produziria tensões internas que levariam a sua inevitável destruição. Ele também acreditava que socialismo substituiria o capitalismo da mesma forma que este substituiu o feudalismo. Ela acreditava também que a aplicação do socialismo daria origem a uma sociedade sem classes, sem fronteiras nacionais que chamou de “puro comunismo”. As contribuições efetivas de Karl Marx sobre o sistema capitalista estão reunidas nos três volumes da obra O Capital. O volume I foi publicado em vida e os outros dois alguns anos após sua morte. Depois da propagação da teoria formulada por Marx, que ficou conhecida como Marxista, o mundo não foi mais o mesmo.
Foi no estudo do processo de acumulação capitalista que Marx observou a gênese das crises, ora de superprodução, ora de estagnação, bem como a distribuição da renda. Para ele, o valor da força de trabalho despendido para produzir uma mercadoria era determinado pelo tempo de trabalho empregado na produção da mercadoria. Logo podemos dizer que Marx refere-se a compreensão de um valor social.
-Escola Neoclássica; A escola neoclássica do pensamento econômico caracterizou-se pelas contribuições que deu para o conhecimento da utilidade de um bem e de sua escassez. Caracterizou-se igualmente pela abordagem microeconômica e pelo forte ferramental matemático com que fundamentou suas teorias sobre o equilíbrio da economia. A esta escola devemos conceitos importantes como: elasticidade-preço; dos rendimentos decrescentes. Os principais vultos desta escola foram Alfred Marshall (1842-1924), Léon Walras (1834-1910), Carl Menger (1840-1921) e Willian Stanley Jevons(1835-1882).
Podemos dizer que o desenvolvimento deste pensamento foi evidenciado em 1870, ano que marcou a mundialização das relações econômicas, e estendeu-se até 1929, quando uma grande crise atingiu as economias dos países, colocando em suspense os pressupostos da Ciência Econômica dos clássicos. A Escola Neoclássica foi uma extensão da Escola Marginalista, por buscar a integração da Teoria do Valor com a Teoria do Custo de Produção. Uma maior otimização dos recursos devido à escassez passou a ser objetivada. Destacamos como sendo da Escola Neoclássica: Vilfredo Pareto: político, sociólogo e economista italiano, que formulou a famosa teoria do bem-estar social, influenciado pelos princípios do equilíbrio geral. Sua principal obra, Manual de Política Econômica, foi publicada em 1906. Pareto influenciou a análise atual onde se discute o grau de satisfação dos indivíduos, ao aperfeiçoar a teoria de Walras. De acordo com Brue, o estado ótimo de Pareto implica em: uma distribuição ideal de bens entre os consumidores; uma alocação ideal técnica de recursos e quantidades ideais de produção (BRUE, 2006, p. 394). Léon Walras: demonstrou em suas formulações a interdependência entre os preços, quando na busca pelo equilíbrio geral macroeconômico da economia. Pertenceu a Escola Matemática de Lausanne (PINHO;VASCONCELLOS, 2003, p. 36-37). Alfred Marshall: nascido em Bermondsey, um subúrbio de Londres, em 26 de julho de 1842. Filho de William Marshall e Rebeca Oliver, cresceu no bairro londrino de Clapham. Estudou em Cambridge, onde se dedicou à matemática, à física e, posteriormente, à economia. Morreu em julho de 1924, aos 81 anos. Foi um dos mais influentes economistas de seu tempo. Em seu livro, Princípios de Economia (Principles of Economics) procurou reunir num todo coerente as teorias da oferta e da demanda, da utilidade marginal e dos custos de produção, tornando-se o manual de economia mais adotado na Inglaterra por um longo período.
- Keynesiana. O Keynesianismo é uma teoria econômica baseada nas idéias de John Maynard Keynes que foram apresentadas em “The General Theory of Employment, Interest and Money” em 1936. Pode-se entender que suas idéias são influenciadas pelo momento histórico que viveu: a grande depressão dos anos 1930! Sua visão era que os comportamentos gerais (macroeconômicos) se superpunham aos comportamentos individuais (microeconômicos). A conclusão principal de Keynes era a inexistência de um mecanismo automático que controlasse definitivamente o desemprego. Suas idéias conflitavam frontalmente com o pensamento clássico puro. Ele argumentava que as políticas governamentais deveriam ser usadas para promover a demanda por bens e serviços. Assim, segundo Keynes, o papel do governo interferindo na economia era importante para combater o desemprego como ocorreu nos anos de 1930 nos USA. Pode-se notar que suas idéias dão suporte ao plano de recuperação de economia, aplicado pelo presidente americano Franklin Delano Roosevelt (FDR) no período de 1933 a 1937. Este plano ficou conhecido como “New Deal”. Um fato curioso é que FDR era muito amigo do, então, presidente brasileiro Getúlio Vargas. Em 27 de novembro de 1936, FDR disse: “Duas pessoas inventaram o new deal: o presidente do Brasil e o presidente dos Estados Unidos”. É impossível não perceber a semelhança da grande recessão com a crise mundial recente. Ainda mais se considerarmos as atitudes do atual presidente americano Barack Obama que, além de considerar o presidente do Brasil como o cara, assinou um pacote de estímulo a recuperação da economia americana. Este pacote incluiu o chamado “American Recovery and Reinvestment Act of 2009” no valor de US$787 bilhões, o “Public-Private Investment Program” no valor de US$2 trilhões para reerguer o mercado imobiliário e também realizou uma intervenção no mercado automobilístico salvando da falência empresas como a General Motors e a Chrysler. O pensamento de Keynes comandou as bases do capitalismo mundial entre a década de 1940 e final dos anos 70. No Brasil, o pensamento keynesiano vigorou até final dos anos 80, principalmente no que diz respeito ao Estado interventor. Ou seja, a forte intervenção do Estado na economia brasileira, entre as décadas de 50 e 80, foi realizada com base teórica fundamentada no pensamento de Keynes. As suas idéias e as dos seus seguidores foram adotadas por vários governos ocidentais e também por muitos governos do terceiro mundos. Constituem, até hoje, a essência da política econômica mantida nos Estados Escandinavos, cujas populações desfrutam dos melhores padrões de vida do mundo. A sua influência começou a diminuir a partir dos anos 70 com a ascensão dos monetaristas, provocada pela crise do dólar norte-americano de 1971, durante o governo Nixon, quando os Estados Unidos se viram obrigados a interromper a conversibilidade do dólar em ouro, mas ressurge depois de 1986 com a publicação do teorema de Greenwald-Stiglitz e o surgimento dos economistas novo-keynesianos.
9) Para Adam Smith qual a fonte de riqueza de um país? Explique.
Durante o período feudal, a propriedade de terras era a única forma de riqueza compreendida. Com a chegada do mercantilismo, houve uma redução do poder da igreja católica romana e uma forte centralização do poder: o absolutismo. Nesta época, acreditava-se que o papel do governo era acumular riquezas na forma de ouro e prata. A seguir temos a chamada escola fisiocrata. Os fisiocratas acreditavam que não bastava a acumulação de metais preciosos, mas era necessário ampliar a produção agrícola. Para eles, a agricultura era a única forma de trabalho produtivo.
Para Adam Smith, a riqueza somente pode ser conseguida através da posse do valor de troca. Para ele, valor de troca é a capacidade de obter riquezas. Em outras palavras, valor de troca é a faculdade que a posse de um determinado objeto oferece para adquirir outras mercadorias. De acordo com A. Smith, a verdadeira fonte de riqueza de uma nação somente pode ser alcançada pelo trabalho. Esta mesma riqueza pode ser aumentada com: Aumento de produtividade e Especialização.
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DISCIPLINA: MICROECONOMIA
PROFESSOR: WILSON JOSÉ
ATIVIDADE AVALIATIVA 1
Questões:
(1) Cite e defina os quatro princípios que envolvem o processo de tomada de decisão.
R:
Principio1: As pessoas enfrentam uma situação em que há conflito de escolha, que se caracteriza em uma ação econômica que visa à resolução de problema mas acarreta outro, as pessoas precisam fazer escolhas, e essas escolhas não são de graça. A escassez dos recursos é um aspecto muito importante, visto que nunca temos tudo o que desejamos, por exemplo, cada vez mais sentimos falta de um dos bens mais preciosos, o tempo. Se o tempo não fosse tão escasso poderíamos fazer muitas das coisas que temos que deixar para trás quando optamos por outra.
Principio 2: O Custo de alguma coisa é aquilo de que se desiste para a obter o custo real de alguma coisa é o que o indivíduo deve despender para adquiri-lo, ou seja, o custo de um produto ou serviço refere-se àquilo que tivemos que desistir para conseguir compensar com outra coisa. Sempre que uma pessoa tem que tomar alguma decisão direta ou indiretamente vai comparar custos e benefícios. Nem sempre a relação custo - beneficio se traduz em moeda, mas também em enriquecimento intelectual ou lazer.
Por exemplo, quando saímos de casa para trabalhar podemos ir de carro ou de carro. Se optarmos por ir de carro, certamente que os custos de combustível, desgaste e a chatice de condução, se for o caso, são superiores ao bilhete de carro.
Principio 3: As pessoas racionais pensam na margem, Por exemplo, supondo que um grupo de quatro amigos foram jantar, e decidem ir de táxi para casa. O taxista cobra R$ 10,00 a cada um pela viagem. Acontece que apenas 3 têm os R$ 10,00 o outro apenas tem apenas R$ 5,00. Será que o taxista deve-o levar a casa por apenas R$ 5,00 ou não? À primeira vista diríamos que não. No entanto se pensarmos melhor, o taxista vai ter que fazer a viagem para levar os outros e ainda tem um lugar vago no carro, logo é lhe vantajoso levar o rapaz por R$ 5,00. Pessoas são consideradas racionais e, por isso, elas pensam nos pequenos ajustes incrementais de todas as suas decisões, nos ganhos adquiridos em função das suas escolhas. Isto significa que as pessoas e empresas podem melhorar seu processo de decisão pensando na margem. Portanto, um tomador de decisão considerado racional deve executar uma ação se, e somente se, o resultado dos benefícios marginais forem superiores aos seus custos marginais.
Principio 4: As pessoas reagem a incentivos. Quando se diz que as pessoas reagem a incentivos, entende-se por mudança de opinião sempre que os custos ou benefícios variam. Por exemplo, num ano em que a cultura da batata seja fraca, faz com que o preço aumente, provavelmente nessa altura as pessoas optam por consumir mais arroz ou massa. Outra situação atual, é o fato de o preço do tabaco ter aumentado significativamente, o que leva as pessoas pouco a pouco ou deixarem de fumar ou reduzirem a quantidade. Como elas tomam suas decisões levando em conta os benefícios e seus custos, qualquer alteração nessas variáveis pode alterar o comportamento da sua decisão. Assim, qualquer incentivo que ocorra pode alterar a conduta do tomador de decisões. Nota-se que os formuladores de políticas públicas fazem bastante uso deste princípio.
2) O que é um “bem”? Como podem ser classificados os bens?
Bem é tudo aquilo que permite satisfazer uma ou várias necessidades humanas.
Os Bens são classificados quanto à sua raridade: Bens Livres e Bens Econômicos.
Bens Livres: São aqueles que existem em quantidade ilimitada e podem ser obtidos com pouco ou nenhum esforço humano, ou seja, sua utilização não implica relações de ordem econômica. Bens Livres não possuem preço, isto é, tem preço zero, como o mar, a luz solar, o ar. O ar é um bem livre, pois a terra oferece ar para todas as pessoas em quantidades maiores do que as desejadas por todos os indivíduos.
Bens Econômicos: São relativamente escassos e supõe a ocorrência de esforço humano na sua obtenção, por esse motivo, possuem preço, ou seja, preço maior que zero. Escassez de recursos disponíveis acaba gerando a escassez de bens econômicos.
3) Quais são os bens econômicos?
Tipicamente, um bem econômico é algo tangível, em contraste com os serviços, que são intangíveis. Como tal, pode ser comprado e vendido. Por exemplo, um carro, um computador, uma maçã são bens tangíveis, enquanto que um corte de cabelo é um serviço intangível.
4) Como se classificam os bens materiais?
Bens Materiais são de natureza material, tangíveis, e podemos atribuir características como peso, altura etc. Por exemplo: alimentos, roupas, livros, eletrodomésticos, classificam-se quanto ao seu destino em Bens de Consumo e Bens de Capital.
5) Como são classificados os bens de consumo e de capital?
Bens de Consumo: são aqueles diretamente utilizados para a satisfação das necessidades humanas. Podem ser duráveis, usados por muito tempo, como os móveis, os eletrodomésticos, ou não duráveis, desaparecem uma vez utilizados, como alimentos, cigarro.
Bens de Capital ou Bens de Produção: são aqueles que permitem produzir outros bens. Como as máquinas, computadores, equipamentos, instalações, edifícios Tanto os bens de consumo quanto os bens de capital são classificados como: Bens finais: são bens acabados, pois já passaram por todas as etapas de transformação possíveis. Bens intermediários: consistem nos bens que ainda estão inacabados, que precisam ser transformados para atingir a sua finalidade principal. Por exemplo: aço, vidro e borracha usados na produção de carros.
6) Conceitue Bens Públicos e Bens Privados.
Bens públicos: são bens não exclusivos e não disputáveis. Referem-se ao conjunto de bens fornecidos pelo setor público, tais como: transporte, segurança e justiça.
Bens privados: são bens exclusivos e disputáveis. São produzidos e possuídos privadamente, como, por exemplo: televisão, carro, computador etc.
7) Cite e conceitue os Agentes econômicos.
Os agentes econômicos são pessoas de natureza física ou jurídica que, através de suas ações, contribuem para o funcionamento do sistema econômico, tanto capitalista quanto
Socialista. Podem ser: Empresas: agentes encarregados de produzir e comercializar bens e serviços, ligados por sistemas de informação e influenciados por um ambiente externo. A produção se dá pela combinação dos fatores produtivos adquiridos junto às famílias. As decisões da empresa são todas guiadas para o objetivo de conseguir o máximo de lucro e mais investimentos; Família: inclui todos os indivíduos e unidades familiares da economia e que, no papel de consumidores, adquirem os mais diversos tipos de bens e serviços, objetivando o atendimento de suas necessidades. Por outro lado, são as famílias os proprietários dos recursos produtivos e que fornecem às empresas os diversos fatores de produção, tais como: trabalho, terra, capital e capacidade empresarial. Recebem em troca, como pagamento, salários, aluguéis, juros e lucros, e é com essa renda que compram os bens e serviços produzidos pelas empresas. O que sempre as famílias buscam é a maximização da satisfação de suas necessidades; Governo: inclui todas as organizações que, direta ou indiretamente, estão sob o controle do Estado, nas suas esferas federais, estaduais ou municipais. Vez por outra, o governo atua no sistema econômico, produzindo bens e serviços, através, por exemplo, da Petrobrás, das Empresas de Correios etc. Portanto, tanto as empresas quanto as famílias e os governos se interagem o tempo todo, dando o toque econômico de onde resultam as mais diversas explicações.
8) Quais as principais contribuições para o pensamento econômico, da:
- Escola Clássica; A primeira corrente moderna de pensamento econômico é chamada escola clássica. Seus mais famosos representantes foram: Adam Smith, Jean-Baptiste Sav, David Ricardo, Thomas Malthus e John S. Mill. Esta escola tem seu nascimento com a publicação “The Wealth of Nations” em 1776 por A. Smith e é considerada ativa até os meados do século XIX. Em períodos anteriores, a atividade econômica era considerada como parte integrante da Filosofia Social, da Moral e da Ética. Os conceitos de troca (Aristóteles), preço justo (São Tomás de Aquino) e a condenação da usura, decorriam da moral católica.
-A escola clássica crê que, sozinha, a livre concorrência seria capaz de regular a economia. Os clássicos propõem que embora os agentes econômicos individuais busquem apenas o seu próprio interesse, o mercado em que vigore a livre concorrência garante (por um mecanismo misterioso que Smith denominou de "a mão invisível") a alocação mais eficiente dos recursos e da produção. Assim, os “clássicos” entendem que ao governo (além do básico, que é garantir a lei e a ordem) cabe apenas o papel de garantir a livre concorrência, de modo que a oferta de cada bem acabe sempre por igualar a procura. Segundo esta teoria, os elementos que determinam esse equilíbrio entre oferta e procura são os preços (o preço do trabalho, nesse caso, seria o salário). De modo resumido suas principais contribuições podem ser: Liberdade individual ampla, Direito inalienável à propriedade, Livre iniciativa e concorrência e afastamento do estado da economia.
A base do pensamento da Escola Clássica é o liberalismo econômico defendido pelos fisiocratas, cujo principal membro foi Adam Smith, o qual não acreditava na forma mercantilista de desenvolvimento econômico, mas sim na concorrência que impulsiona o mercado e consequentemente faz girar a economia. A teoria clássica surgiu do estudo de como conseguir manter a ordem econômica, através do liberalismo e da interpretação das inovações tecnológicas provenientes da Revolução Industrial. trabalho em várias linhas de emprego. De acordo com o pensamento de Adam Smith, a economia não se deveria limitar aos metais preciosos e ao enriquecimento da nação, pois, segundo o mercantilismo, desta nação fazia parte apenas a nobreza, sendo que, a restante população estaria excluída dos benefícios provenientes das atividades economicas. A preocupação fundamental era a de elevar o nível de vida de todo o povo.
- Escola Marxista; Adam Smith e Karl Marx ocupam posições opostas no espectro de idéias político-econômicas. Enquanto Smith advogava a liberdade para o mercado, Marx foi o introdutor do socialismo. Para Karl Marx, a sociedade capitalista funciona de modo que o rico proprietário é beneficiado enquanto o pobre trabalhador é prejudicado. Em outras palavras, ele acreditava que o capitalismo tinha a característica intrínseca de favorecer os ricos e explorar os pobres. A grande obra de Marx é O Capital, cujo primeiro volume foi publicado em 1867. Lá ele trata de fazer uma extensa análise da sociedade capitalista. É predominantemente um livro de Economia Política, mas não só. Nesta obra, Marx investiga além da economia, a sociedade, a cultura, a política e a filosofia. Marx resumiu seu conceito no primeiro parágrafo do “Manifesto Comunista” de 1948: “A história de todas as sociedades existentes é a história da luta de classes”. Marx argumentou que o capitalismo produziria tensões internas que levariam a sua inevitável destruição. Ele também acreditava que socialismo substituiria o capitalismo da mesma forma que este substituiu o feudalismo. Ela acreditava também que a aplicação do socialismo daria origem a uma sociedade sem classes, sem fronteiras nacionais que chamou de “puro comunismo”. As contribuições efetivas de Karl Marx sobre o sistema capitalista estão reunidas nos três volumes da obra O Capital. O volume I foi publicado em vida e os outros dois alguns anos após sua morte. Depois da propagação da teoria formulada por Marx, que ficou conhecida como Marxista, o mundo não foi mais o mesmo.
Foi no estudo do processo de acumulação capitalista que Marx observou a gênese das crises, ora de superprodução, ora de estagnação, bem como a distribuição da renda. Para ele, o valor da força de trabalho despendido para produzir uma mercadoria era determinado pelo tempo de trabalho empregado na produção da mercadoria. Logo podemos dizer que Marx refere-se a compreensão de um valor social.
-Escola Neoclássica; A escola neoclássica do pensamento econômico caracterizou-se pelas contribuições que deu para o conhecimento da utilidade de um bem e de sua escassez. Caracterizou-se igualmente pela abordagem microeconômica e pelo forte ferramental matemático com que fundamentou suas teorias sobre o equilíbrio da economia. A esta escola devemos conceitos importantes como: elasticidade-preço; dos rendimentos decrescentes. Os principais vultos desta escola foram Alfred Marshall (1842-1924), Léon Walras (1834-1910), Carl Menger (1840-1921) e Willian Stanley Jevons(1835-1882).
Podemos dizer que o desenvolvimento deste pensamento foi evidenciado em 1870, ano que marcou a mundialização das relações econômicas, e estendeu-se até 1929, quando uma grande crise atingiu as economias dos países, colocando em suspense os pressupostos da Ciência Econômica dos clássicos. A Escola Neoclássica foi uma extensão da Escola Marginalista, por buscar a integração da Teoria do Valor com a Teoria do Custo de Produção. Uma maior otimização dos recursos devido à escassez passou a ser objetivada. Destacamos como sendo da Escola Neoclássica: Vilfredo Pareto: político, sociólogo e economista italiano, que formulou a famosa teoria do bem-estar social, influenciado pelos princípios do equilíbrio geral. Sua principal obra, Manual de Política Econômica, foi publicada em 1906. Pareto influenciou a análise atual onde se discute o grau de satisfação dos indivíduos, ao aperfeiçoar a teoria de Walras. De acordo com Brue, o estado ótimo de Pareto implica em: uma distribuição ideal de bens entre os consumidores; uma alocação ideal técnica de recursos e quantidades ideais de produção (BRUE, 2006, p. 394). Léon Walras: demonstrou em suas formulações a interdependência entre os preços, quando na busca pelo equilíbrio geral macroeconômico da economia. Pertenceu a Escola Matemática de Lausanne (PINHO;VASCONCELLOS, 2003, p. 36-37). Alfred Marshall: nascido em Bermondsey, um subúrbio de Londres, em 26 de julho de 1842. Filho de William Marshall e Rebeca Oliver, cresceu no bairro londrino de Clapham. Estudou em Cambridge, onde se dedicou à matemática, à física e, posteriormente, à economia. Morreu em julho de 1924, aos 81 anos. Foi um dos mais influentes economistas de seu tempo. Em seu livro, Princípios de Economia (Principles of Economics) procurou reunir num todo coerente as teorias da oferta e da demanda, da utilidade marginal e dos custos de produção, tornando-se o manual de economia mais adotado na Inglaterra por um longo período.
- Keynesiana. O Keynesianismo é uma teoria econômica baseada nas idéias de John Maynard Keynes que foram apresentadas em “The General Theory of Employment, Interest and Money” em 1936. Pode-se entender que suas idéias são influenciadas pelo momento histórico que viveu: a grande depressão dos anos 1930! Sua visão era que os comportamentos gerais (macroeconômicos) se superpunham aos comportamentos individuais (microeconômicos). A conclusão principal de Keynes era a inexistência de um mecanismo automático que controlasse definitivamente o desemprego. Suas idéias conflitavam frontalmente com o pensamento clássico puro. Ele argumentava que as políticas governamentais deveriam ser usadas para promover a demanda por bens e serviços. Assim, segundo Keynes, o papel do governo interferindo na economia era importante para combater o desemprego como ocorreu nos anos de 1930 nos USA. Pode-se notar que suas idéias dão suporte ao plano de recuperação de economia, aplicado pelo presidente americano Franklin Delano Roosevelt (FDR) no período de 1933 a 1937. Este plano ficou conhecido como “New Deal”. Um fato curioso é que FDR era muito amigo do, então, presidente brasileiro Getúlio Vargas. Em 27 de novembro de 1936, FDR disse: “Duas pessoas inventaram o new deal: o presidente do Brasil e o presidente dos Estados Unidos”. É impossível não perceber a semelhança da grande recessão com a crise mundial recente. Ainda mais se considerarmos as atitudes do atual presidente americano Barack Obama que, além de considerar o presidente do Brasil como o cara, assinou um pacote de estímulo a recuperação da economia americana. Este pacote incluiu o chamado “American Recovery and Reinvestment Act of 2009” no valor de US$787 bilhões, o “Public-Private Investment Program” no valor de US$2 trilhões para reerguer o mercado imobiliário e também realizou uma intervenção no mercado automobilístico salvando da falência empresas como a General Motors e a Chrysler. O pensamento de Keynes comandou as bases do capitalismo mundial entre a década de 1940 e final dos anos 70. No Brasil, o pensamento keynesiano vigorou até final dos anos 80, principalmente no que diz respeito ao Estado interventor. Ou seja, a forte intervenção do Estado na economia brasileira, entre as décadas de 50 e 80, foi realizada com base teórica fundamentada no pensamento de Keynes. As suas idéias e as dos seus seguidores foram adotadas por vários governos ocidentais e também por muitos governos do terceiro mundos. Constituem, até hoje, a essência da política econômica mantida nos Estados Escandinavos, cujas populações desfrutam dos melhores padrões de vida do mundo. A sua influência começou a diminuir a partir dos anos 70 com a ascensão dos monetaristas, provocada pela crise do dólar norte-americano de 1971, durante o governo Nixon, quando os Estados Unidos se viram obrigados a interromper a conversibilidade do dólar em ouro, mas ressurge depois de 1986 com a publicação do teorema de Greenwald-Stiglitz e o surgimento dos economistas novo-keynesianos.
9) Para Adam Smith qual a fonte de riqueza de um país? Explique.
Durante o período feudal, a propriedade de terras era a única forma de riqueza compreendida. Com a chegada do mercantilismo, houve uma redução do poder da igreja católica romana e uma forte centralização do poder: o absolutismo. Nesta época, acreditava-se que o papel do governo era acumular riquezas na forma de ouro e prata. A seguir temos a chamada escola fisiocrata. Os fisiocratas acreditavam que não bastava a acumulação de metais preciosos, mas era necessário ampliar a produção agrícola. Para eles, a agricultura era a única forma de trabalho produtivo.
Para Adam Smith, a riqueza somente pode ser conseguida através da posse do valor de troca. Para ele, valor de troca é a capacidade de obter riquezas. Em outras palavras, valor de troca é a faculdade que a posse de um determinado objeto oferece para adquirir outras mercadorias. De acordo com A. Smith, a verdadeira fonte de riqueza de uma nação somente pode ser alcançada pelo trabalho. Esta mesma riqueza pode ser aumentada com: Aumento de produtividade e Especialização.
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