quarta-feira, 24 de março de 2010

PARA ONDE VAI O DINHEIRO DA CARGA TRIBUTARIA ?

Estava eu numa sala de espera, impressionado com a separação da Danielle Winits, e a visita de Paulo Coelho à abadia de São José da Áustria.

Quando ouvi um simpático cavalheiro na cadeira em frente a reclamar da carga tributária no Brasil.

Disse que era advogado tributarista e não defendia traficante, político, nem pedófilo.

Mas, a quem frauda o Imposto de Renda ele dava desconto.

É duro carregar essa carga tributária nas costas, ele argumentou.

O Conversa Afiada divide a Humanidade – cada louco com sua mania – entre os que querem pagar menos Imposto, e os que querem usar o Imposto para combater a pobreza e a desigualdade.

O Conversa joga no segundo time.

Por acaso, antes de saber por que se desmanchara o casamento da Danielle, eu tinha acabado de ler os jornais do PiG (*) do dia.

E resolvi enfrentar a parada.

Sabe para onde vai o Imposto, caro amigo ?

Para as UPPS do Rio.

E mostrei a pág. 12 da edição do Globo de hoje.

“A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da vez no Centro (ganha um doce quem entender o título, mas vamos lá – PHA). Estado contraria expectativa (de quem ? – PHA) e em vez de favelas na Tijuca, ocupa Providência para implantar (sic) projeto.”

A força policial subiu o morro, não deu um tiro e ocupou a favela.

Ela é estratégica: fica perto da estação Central do Brasil, de um terminal rodoviário, de uma estação do metrô, e em cima do cais do porto, que o Rio, como Buenos Aires, renovará.

E liga a Zona Norte ao Centro.

Já são nove comunidades faveladas que se beneficiaram do programa das UPPS, que o governador Sergio Cabral trouxe de Medellín, na Colômbia, e financia com dinheiro do Governo Federal, em boa parte.

(O Governo de São Paulo não fez isso, porque, quem mora nas favelas de São Paulo, são nordestinos que não votam em São Paulo.)

Adiante, no mesmo Globo, lê-se que o Rio vai transformar em moradias decentes, para os pobres, galpões abandonados e ocupados de uma fábrica – CCPL, com ajuda financeira do Governo Federal.

E, num Congresso de Urbanismo no Rio, o presidente Lula disse: “visitem as favelas do Rio !”

A conversa estava animada e eu ainda sem entender por que a súbita separação da Danielle.

Mas, emendei:

Jornal Valor, pág. A15, artigo do respeitado Marcelo Neri, economista chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV-Rio.

“Ano I depois da crise (aquela da urubóloga Miriam Leitão – PHA): desigualdade (de renda) ainda em queda.

Aí, expliquei ao meu amigo tributarista: o dinheiro do Imposto vai para os programas de intervenção social que reduzem a desigualdade de renda.

E fui tratar da separação da Danielle.

Paulo Henrique Amorim

Um comentário:

мคяяყ ყคмคdค disse...

Oieeeee...
Nusss valeu mesmo pela dica viu... mas acho que tudo lá é certinho, eles dão até curso pra entender mais sobre o material... Mesmo assim valeu!!
É mais barato do que construir com o Tijolo baiano? A obra sai mesmo mais barata? e os pedreiros cobram a menos por ser um material que facilita? rsrsrrs
Qtas perguntas...

Bjim e ptima quinta